Pages

domingo, 27 de janeiro de 2013

As estranhezas da vida

Acho que como todos os brasileiros (ou quase todos) eu estou com aquela estranheza pós-tragédia, uma tragédia que não me atinge diretamente, porém que me atinge em alguma camada, e fica dolorido, não de dor forte e dilacerante, mas dor doída e insistente que martela na cabeça e que me faz não pensar em outra coisa.
Acho que a morte faz parte dos fatos incômodos e estranhos da vida, mas tragédias são estranhezas de grau não catalogado, me entende? Onde você sofre somente por se colocar no lugar do outro, seja esse outro quem for, mesmo que na vida anterior ao fato este outro pudesse não despertar em você nenhum sentimento que pudesse lembrar a compaixão.
A tragédia acontece assim, sorrateira, silenciosa e devastadora, devastadoramente triste e cruel. Nesta acontecida hoje as doses de espanto se tornam tão maiores ao pensar que duzentos e tantos jovens não irão se formar na faculdade, não irão ter filhos, não irão ver o sucesso, não irão sofrer a dor das perdas naturais da estranha vida, e isso me inquieta a alma, me inquieta saber que num sopro acabou o bláblá, as gracinhas irritantes que só os jovens conseguem fazer com maestria, na verdade, essa verdade mal-humorada, tudo acabou, ficam apenas sonhos de agenda, rede social, sonhos de fotos e de palavras ouvidas, mas nunca mais repetidas.



segunda-feira, 28 de maio de 2012

Ciladas da minha lua de mel

Estava lembrando da minha lua de mel e resolvi escrever sobre ela.
Fomos para Campos do Jordão, por dois motivos simples: eu não gosto de passar calor e a grana estava curta, claro que Campos não é o melhor lugar para ir com a grana curta, mas foi infinitamente mais barato do que ir para o Nordeste, por exemplo, porque fomos na baixa temporada, o que faz o valor das estadias cair bastante.
Minha lua de mel, começou tão bem que dá até vergonha. Decidimos ir de ônibus, porque avião para lá não sai nada em conta,e aí começa o caos. Chegamos na rodoviária em cima da hora, e foi uma enrolação, porque eu tinha que retirar a passagem, entrei na fila errada...corre pra lá, corre pra cá, quando achei o local certo, ouvi do atendente: a senhora há de convir comigo que deveria ter chegado mais cedo. Pedi pelo amor de Deus para ele ligar lá pra baixo e pedir ao motorista para esperar 2 minutos, ele ligou, olhou pra mim e friamente disse: o ônibus já saiu. Eu caí no choro, só dizia: era minha lua de mel. Segundo meu marido foi bem constrangedor, rsrsr. O atendente sugeriu que eu pegasse o próximo ônibus, que sairia...no  próximo dia. Depos de muito buá, decidimos ir para São Paulo e de lá para Campos do jordão. O ônibus ia sair em cinco minutos, pagamos a diferença da passagem e fomos, eu em um banco lá na frente e João sentado lá atrás, a pessoa ao meu lado era um cara estranho, que fechou a cortina e colocou um tapa-olho (?), e ficava puxando assunto o tempo inteiro. Antes do ônibus sair, uma confusão, a poltrona de Mateus (um velhinho de sotaque estranho e usando calça com suspensórios) estava sem o cinto de segurança, ele disse que não iria viajar assim, um bafafá, o motorista fala: tudo bem! Vamos até a garagem para trocar de veículo. (detalhe: a garagem fica em Cabo Frio, a cerca de 150 km de distância do Rio). Pânico! A mulher de Mateus sugeriu o reembolso da passagem, e problema resolvido.
Viagem tranquila, eu sem ver nenhuma paisagem, filminho na tv, tv sadicamente desligada antes do fim do filme.
Mateus começa a gritar: cheiro de queimado, cheiro de queimado!!!
O ônibus pára, o motorista chega e manda todo mundo descer porque o ônibus quebrou.
Descemos, esperamos e depois de muita confusão, chegamos ao destino num quase fim de noite :(

Falar do lugar eu vou, mas em outro post, porque esse é sobre ciladas de lua de mel, até pq a minha foi cheia, teve outras, como pegar chuva num local que mais parecia cenário de filme de terror, e não ter ônibus para voltar a pousada, enfim, no geral foi muito bom, tirando essas ciladas, claro!

Molhada e com medo

Perdidos no fim do mundo

Voltando pra pousada, depois de um passeio frustrado



domingo, 6 de maio de 2012

Pudim de Maria mole fácil

Bom, desde que casei arrisco umas coisinhas, afinal, não podemos morrer de fome, né? Como não sou muito fã de doces, quase nunca faço, mas esta receita é muito fácil, rápida e o melhor: nada enjoativa.



Vamos a receita:

 1 Caixinha de creme de leite
 1 Lata de leite condensado
 1 Caixa de Maria mole de coco
 1/2 Medida da lata de leite
 1/2 Medida da lata de leite de coco

Modo de preparo:

Bata no liquidificador o leite condensado e o creme de leite. Dissolva o pó para maria mole em 200 ml de água fervente e acrescente todos os ingredientes no liquidificador e bata. Coloque em uma forma de pudim untada (com óleo e molhada). Leve ao congelador por 3 horas.

Fácim, fácim...espero que gostem.

terça-feira, 31 de maio de 2011

A saída do cortejo

Os padrinhos, pais e crianças sairam ao som da música "dia do casamento", do William Nascimento e Betânia Lima (descobri esta música na semana do casamento). Toda vez que ouço esta música me emociono muito.



Meus lindos



Meus pais



Mãe e padrinho do noivo

segunda-feira, 30 de maio de 2011

As alianças







Eu decidi que as alianças seriam levadas presas a Bíblia ao invés de colocar em alguma almofadinha ou bandeja, porque neste livro está toda instrução para uma vida a dois plena.

Meu primo Biel levou nossas alianças e a música escolhida foi Deus Fiel.




























E depois disso a minha amiga Adriana cantou a música "jamais deixarei você" da Bruna Karla, que é uma música linda e que dizia exatamente tudo o que eu queria que o João soubesse naquele momento.









terça-feira, 24 de maio de 2011

A cerimônia

Nosso casamento foi celebrado pelo Pr. Áquila, pastor da Quarta Igreja Batista em Nilópolis e nosso pastor. A cerimônia foi linda, com belas palavras, uma que me tocou foi: se você pretende casar para ser feliz, não case. Case para fazer o outro feliz.
Durante a cerimônia eu olhei muito para trás (rsrsrsrs) queria ver todos os que estavam presentes neste momento mágico.
Foi um momento muito emocionante.








quinta-feira, 19 de maio de 2011

A polaroid e a nostalgia

Quando eu era criança meu sonho de consumo era ter uma polaroid, e como para grande maioria das meninas nos anos noventa tudo tinha que ser rosa, a polaroid também tinha que ser (mas não sei existia, rsrsrs). Me lembro da magia que aquilo significava, fazer a pose e logo depois ela estar eternizada ali na minha mão, mas como filha de pais recém-falidos, morando de favor a polaroid teve que ficar só no desejo. Mas ontem eu cheguei bem próximo do meu sonho, procurando a máquina fotográfica na casa da minha sogra encontrei a Polaroid PoGo, uma impressora portátil, que meu sogro comprou pouco antes de falecer e que ninguém sabia mexer. Pronto. Sogra avisada, coloquei no saquinho e trouxe para casa para me divertir um pouquinho, qual não foi minha decepção ao ver que só tinha uma folhinha de papel para impressão. Que pena, mas eu compro mais.





Só que falando da polaroid e da minha infância no final da década de oitenta e ínicio da de noventa me veio outra saudade. Disco de Vinil, LP, long play. Eu tinha (e ainda tenho vários), ficava muito feliz quando meu pai chegava com um disco novo para mim, melhor ainda se tivesse um encarte bem grandão, adorava aquele cheirinho de disco novo, muito bom. São coisas que não voltam, porque simplesmente evoluiram, mas que dá uma saudade bestinha. Tenho mais um monte de coisinhas que me dão essa sensação nostálgica, depois eu conto.