- Me promete que vai ser meu melhor amigo para sempre? Eu disse.
-Prometo! Você vai sempre ser meu bebê. Eu te amo!
- Eu também te amo demais.
Curtimos a festa. Ele foi para a lua-de-mel, eu voltei para casa. Nos dias seguintes não senti muito sua falta, minha casa estava cheia de parentes de outros estados, então, durante uma semana a falta foi aliviada. Quando todos foram embora, fui para o meu quarto, deitei na minha cama e olhei para a cama ao lado, e a vi vazia. Sabia que no final da noite ele não deitaria ali e não ficaríamos até de madrugada falando sobre o núcleo da Terra, sobre a criação do mundo, a existência de Deus. E díriamos:
- Chega vamos dormir!
...silêncio...
- Só mais uma coisa...e blábláblá.
Não brigaríamos porque minha mãe deu mais batata-frita para um do que para o outro. Não iríamos contar nosso dia um para o outro. Que depois de 22 anos morando comigo, meu irmão tinha ido embora e que as nossas coisinhas de irmão que vivem juntos tinham ficado na lembrança.
Levantei peguei uma chave de fenda e desmontei a cama dele. Escondi o colchão. Chorei, chorei a noite inteira. E depois, ainda bem, descobri que meu irmão estava feliz ao lado da mulher que ele ama. Que seríamos amigos independente de qualquer coisa (comprovado quando ele ligou da viagem para dizer que estava com muita saudade de mim) que ele era o meu irmão querido, meu amigo fiel. Descobri também que eu ganhei uma irmã, irmã que eu nunca tive! Uma sobrinha que é uma princesa... Ainda choro de saudade dele, mas no final das contas, eu saí no lucro, afinal, minha família ficou mais linda, mais completa!
Te amo, Britinho!