Calorão, 10 horas da noite, recebo um telefonema do noivo com a proposta irrecusável:
Me encontra em tal lugar para tomarmos um sorvete.
Ooba, programinha infantil, delícia, catei meu celular e mãe: Fuui.
Fui para o ponto do ônibus e a mãe de uma amiga estava no portão tomando um ventinho. Decidi ficar ali com ela até avistar o busão, foi chegando gente, já tina umas cinco mulheres na calçada, a rua lotada...pedi o celular dela para ligar para minha mãe (o meu estava na minha mão, mas estava sem sinal), quando ouvi:
Passa o celular!!!
Eu comecei a rir, achando que era algum conhecido, mas o conhecido em questão sacou uma pistola da bermuda e apontou para minha barriga.
Entreguei meu celular, e ele berrou que queria o outro. Entreguei o celular da mãe da minha amiga. Ele saiu andando calmamente. Pronto o rebuliço. Ele tinha assaltado outra conhecida quase naquele minuto.
Chegou polícia, o povo da rua saiu de moto, carro, Kombi, dentro do carro da PM, para ir atrás do bandido. Ninguém achou. As pessoas da outra rua viram quando o homem entrou em um carro que o estava aguardando.
Que ódio!!!!!
É o terceiro celular que me roubam, sempre com arma, terror...uma droga!!!
A polícia disse que ia atrás, sei lá...fiquei mal por estar com o telefone dos outros na mão, por ter que comprar o celular mais baratinho da loja para não me roubarem (não tem jeito, sempre uso celular pobrinho, e sempre me roubam), por ter minhas coisas e um imbecil vagabundo achar que tem o direito de levar.
É um droga não ter segurança na porta de casa...
em pensar que eu só queria tomar um sorvete.